Terceiro sinal!!! – últimas atrações da 9ª edição
do FELINO – Festival de Artes do Litoral Norte! cena de “Pinocchio – Olhos de Madeira” / foto Lays Ramires
“Pinocchio – Olhos de Madeira”, “A Lenda de Peter Von Hales”, “Oficina de Inclusão de PCDs em atividades culturais”
e “Oficina de Teatro Viewpoints” desfecham a programação do evento, que segue até 6/6 pelas cidades de Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba.
Entre 7 de maio e 6 de junho, o Festival Felino terá percorrido a costa do Litoral Norte de ponta a ponta, levando 44 atrações gratuitas para os mais diversos palcos e públicos: desde o extremo sul, indo à Aldeia Rio Silveiras, até o extremo norte, chegando ao Quilombo da Fazenda, passando por teatros municipais, auditórios e centros culturais como também pelo mercado do peixe, projeto Tamar, escolas e praças públicas.
A expectativa desta 9ª edição é atingir mais de 3 mil pessoas, engrossando o caldo das 13 mil que já assistiram espetáculos em anos anteriores. Para além dos números, a produção do Festival revela que a sensação de estar no caminho certo, levando cultura e cidadania para os quatro cantos, é receber o retorno das crianças, principalmente dos locais mais remotos, que se lembram de detalhes de outras vezes que o Festival esteve por lá.
Nesta semana, entre 27 e 31 de maio, Felino leva ao público as marionetes e os jogos de sombras da peça “Pinocchio – Olhos de Madeira” e a mala milagrosa do caixeiro-viajante de “A Lenda de Peter Von Hales”, além de oferecer um mergulho formativo com a “Oficina Jogo e Cena – Um diálogo com os Viewpoints” e o programa de inclusão de PCDs em atividades culturais com oficina realizada exclusivamente para profissionais da SEPEDI Caraguatatuba. (abaixo, mais informações sobre cada uma).
Importante frisar que todas as atrações irão para as quatro cidades do Litoral Norte. Quem não conseguir ver em uma delas, terá chance de correr para outra. Os ingressos estarão disponíveis com 1 hora de antecedência.
Nessa história trazida pelo grupo “Teatro Búfalo”, de Santiago do Chile, um caixeiro-viajante utiliza todos os meios possíveis para convencer os moradores da cidade de Socorro dos benefícios de seus tônicos e xaropes. Von Hales se baseará em depoimentos que conseguiu registrar, pesquisas recentes, sermões e comentários políticos e sociais, exibindo o clássico exagero e carisma dos caixeiros-viajantes de outrora, mas desta vez o produto mágico vendido de porta a porta é diferente: a fórmula para a felicidade.
“A Lenda” leva a questionar o tipo de sociedade que construímos e o conceito de felicidade que buscamos na mídia de consumo, onde ela claramente não é encontrada. A peça é encenada por Miguel Ángel Acevedo e dirida por Eduardo Reyes Salas.
“Oficina Jogo e Cena – Um Diálogo com os Viewpoints”
Para fechar o Festival, serão realizadas oficinas de formação, com o intuito de aprimorar a bagagem cultural dos artistas e interessados locais com mais de 17 anos e alguma vivência em teatro, dança ou circo.
Esta oficina propõe um mergulho prático nos conceitos do Viewpoints, método que trabalha a construção de cena a partir de elementos essenciais do movimento, do espaço e do tempo. Ao longo de seis horas, os participantes serão convidados a explorar o jogo como princípio de criação, desenvolvendo atenção, escuta, improvisação e interação com o grupo.
A facilitadora Renata Lemes é atriz-pesquisadora e diretora, fundadora da Cia do Miolo/SP onde investigou por 20 anos o teatro de rua; professora-adjunta na Universidade Federal do Ceará; doutora em Artes pela UNESP com a pesquisa “Corpos precários, pedagogia e política na experiência do corpo”; mestre em Artes Cênicas pela UNICAMP com a pesquisa “Entre o corpo e a rua, percursos de um teatro”.
As inscrições podem ser feitas por aqui: https://forms.gle/
“Oficinas de inserção de PCD em atividades artísticas e culturais”
Também estão inclusas na programação 4 oficinas formativas, fechadas para instituições públicas e privadas, exclusivas para educadores e agentes da área cultural, com a perspectiva de melhorar o atendimento e viabilizar a presença de pessoas com deficiência, transtornos ou outras necessidades especiais em atividades/ambientes artísticos e culturais. O reconhecimento das necessidades físicas, de saúde, emocionais, psicológicas e de desenvolvimento das pessoas com deficiência não é apenas um compromisso legal, mas também um passo crucial para uma sociedade mais inclusiva e empática.
A mediadora da oficina é Priscila Enrique de Oliveira, doutora pela UNICAMP, graduada em História pela UEL e em Pedagogia pela Universidade Cruzeiro do Sul, com pós-graduações em: etnologia pela UEM, Intervenção ABA para autismo de deficiência intelectual pelo CBI of Miami, Psicopedagogia pelo IBRA-MG. Mestre em História pela UNESP e doutora pela UNICAMP em antropologia, como foco na saúde indígena no Brasil. Curso em autism and neurodiversity (Harvard university-2023). Instrutora de PCM (professional crisis management) PCMA – California University (UCLA).
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[créditos das fotos: “Pinocchio…” – Lays Ramires / “A Lenda…” – Carlos Petrini / “Oficina…” – Renata Silva]
SOBRE O FELINO
Nesta edição, o Festival Felino conta com financiamento público do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Programa de Ação Cultural – ProAC e Fomento CULTSP. Felino – Festival de Artes do Litoral Norte acontece anualmente com o objetivo de promover a cultura no Litoral Norte de São Paulo. É uma iniciativa da “Associação Felino – Frente de Educação e Cultura do Litoral Norte”, que em 2019 foi reconhecida como “Ponto de Cultura” e em 2018 recebeu do Ministério da Cultura o prêmio do Edital de Culturas Populares – Edição Selma do Coco. A associação realizou 8 edições do Festival, reunindo 13.156 pessoas presencialmente e em transmissões ao vivo, além de 19.122 visualizações nas atividades on-line. Nas edições anteriores, a iniciativa foi reconhecida por meio de editais e políticas públicas como: Fundo Internacional IBERESCENA, PROAC, FUNARTE, Ponto de Cultura, Mestre da Cultura Popular, Fundo Municipal de Cultura, entre outros.
SOBRE OS APOIADORES
O festival conta com a parceria das prefeituras de Caraguatatuba, Ilhabela e São Sebastião e da FUNDASS – Fundação Educacional e Cultural de São Sebastião, FUNDACC – Fundação Educacional e Cultural de Caraguatatuba, FUNDACI – Fundação Arte e Cultura de Ilhabela, Secretaria de Cultura de Ilhabela, além do Espaço Pés no Chão, Projeto Tamar, Projeto Gaiato, Espaço Convívio das Artes e Provis Out Of Home.


