Caraguatatuba recebeu, na quinta-feira (25), representantes dos quatro municípios do Litoral Norte, órgãos estaduais, instituições de pesquisa, entidades de apoio ao empreendedorismo e comunidades tradicionais para a Mesa de Diálogo de Economias Criativas e Sustentáveis. O encontro, realizado no Parque Natural Municipal do Juqueriquerê, integrou as discussões para a elaboração do Plano de Ação e Gestão (PAG) do Litoral Norte.
Promovido pelo Grupo Setorial de Gerenciamento Costeiro (Gerco) do Litoral Norte, o evento reuniu representantes de 43 entidades e outras 68 pessoas ligadas a atividades sustentáveis, como turismo de base comunitária, artesanato tradicional caiçara, maricultura, bioeconomia, gastronomia, tecnologia e economia criativa. Participaram ainda representantes da Fundação Florestal, Sebrae-SP, Fatec, Instituto Auá, Associação de Pescadores e Maricultores da Praia da Cocanha (Mapec) e gestores públicos de Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba.
#PraTodosVerem: Secretária de Turismo, Bianca Colepicolo, fala a frente do grupo (Foto: Caio Siqueira/PMC)
Ao longo do dia, especialistas, pesquisadores e gestores discutiram formas de conciliar desenvolvimento econômico, preservação ambiental e valorização dos saberes locais. As contribuições apresentadas durante as mesas temáticas serão incorporadas ao Plano de Ação e Gestão, instrumento que orientará programas e projetos voltados ao uso sustentável do território costeiro.
Caraguatatuba nos debates
O município participou de diferentes momentos da programação. Pela manhã, o secretário de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca, Auracy Mansano, abordou a importância do gerenciamento costeiro e da participação da sociedade civil na construção de políticas públicas voltadas ao ordenamento territorial. À tarde, a secretária de Turismo, Bianca Colepicolo, apresentou ações voltadas ao desenvolvimento do turismo sustentável no município durante a mesa dedicada ao tema.
#PraTodosVerem: Secretário de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca, Auracy Mansano fala a frente do grupo (Foto: Marina Larcher/PMC)
Segundo Auracy Mansano, o desenvolvimento urbano deve estar associado ao planejamento ambiental e ao uso responsável dos recursos naturais, especialmente das bacias hidrográficas e da zona costeira. “O crescimento tem que acontecer de forma ordenada e sustentável.”, explicou.
Na apresentação sobre turismo sustentável, Bianca Colepicolo defendeu que a atividade pode contribuir para a conservação dos patrimônios naturais e culturais ao mesmo tempo em que movimenta a economia local. “O turismo precisa ser bom para quem mora aqui e valorizar o que a cidade já tem.”
Turismo, economia e sustentabilidade
Um dos eixos do encontro foi a discussão sobre o papel do turismo dentro das economias criativas e sustentáveis. A proposta apresentada por Caraguatatuba foi a de desenvolver atividades capazes de gerar renda sem depender do aumento contínuo do número de visitantes, priorizando a valorização dos atrativos naturais, históricos, culturais e afetivos já existentes no município.
Durante o debate, a secretária de Turismo explicou que sustentabilidade não se restringe à preservação ambiental. O conceito também envolve qualidade de vida para a população, distribuição dos benefícios econômicos entre diferentes setores e incentivo a um visitante interessado na cultura e nas características locais. Como exemplos, foram citadas iniciativas como o Navegar Experience, as atividades no Rio Juqueriquerê, a observação de aves e o Morro Santo Antônio, que utilizam atrativos consolidados para estimular a circulação de renda sem ampliar a pressão sobre o território.
Planejamento regional
A Mesa de Diálogo faz parte das atividades do Grupo Setorial de Gerenciamento Costeiro do Litoral Norte, colegiado que reúne representantes do poder público, instituições de pesquisa e sociedade civil para construir, de forma participativa, o Plano de Ação e Gestão (PAG) da região.
Segundo Rosa Mancini, secretária executiva do Grupo Setorial de Gerenciamento Costeiro do Litoral Norte e servidora da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), o plano é o instrumento que viabiliza a aplicação das diretrizes do Zoneamento Ecológico-Econômico Costeiro (ZEEC). “É a estratégia para implementar o Zoneamento Ecológico-Econômico Costeiro e possibilitar o desenvolvimento com sustentabilidade ambiental envolvendo as cidades do Litoral Norte paulista.”.
Secretaria de Comunicação Social – 26/6/2026
Foto: Marina Larcher/PMC e Caio Siqueira/PMC


