O programa ‘Caraguatatuba sem Bitucas’ tem tido boa aceitação por parte da população e pelos frequentadores do município. Até o momento, já foram recolhidas 72.350 bitucas de cigarro nas bituqueiras espalhadas pela cidade. Isso significa que 28,94 kg de lixo tóxico não foram descartados de forma incorreta na água, solo ou aterro.
#PraCegoVer: Estrutura de madeira, com suporte para colocar os cinzeiros feitos de bambu, instalada na areia (Foto: Luis Gava /PMC)
Cada duas bitucas descartadas nas águas gera o correspondente a poluição causada por um litro de esgoto em termos de redução de oxigênio disponível na água. Só nesse mês de fevereiro foram recolhidas 5.250 bitucas, fazendo com que 2.625 litros de água não fossem contaminados.
O projeto é desenvolvido desde junho de 2021 pela Prefeitura de Caraguatatuba, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca (SMAAP) e o Conselho Municipal de Meio Ambiente, em parceria com a empresa Poiato Recicla, a única no mundo que possui patente de tecnologia 100% nacional para reciclagem dos resíduos de bitucas de cigarros. O trabalho é desenvolvido também em parceria com a Flow Sustentável, representante da Poiato Recicla no Litoral Norte.
#PraCegoVer: Mão com luva segura suporte com vários bitucas dentro após recolha; ao fundo, coletor de bituca verde (Foto: Divulgação/PMC)
A parceria tem como principal objetivo incentivar o descarte correto de bitucas de cigarro em nove pontos instalados como Mirantes da Orla (Por do Som), Entreposto de Pesca do Camaroeiro, Complexo Turístico ‘Mirante do Camaroeiro’, Parque Trombini, Feira do Artesão e Calçadão.
Além desses locais, as praias Martim de Sá, Prainha e Cocanha receberam cinzeiros de praias confeccionados com bambu, onde o banhista tem um lugar para descartar corretamente as cinzas e as bitucas.
Muitas vezes o descarte incorreto ocorre pela falta de consciência da parte do fumante ou pela falta de locais corretos para a dispensa dos cigarros. Sendo assim, este projeto já oferece uma solução.
O material recolhido é enviado para uma usina de reciclagem de bitucas onde é descontaminado e transformado em massa celulósica (papel). O produto reciclado retorna ao município para entidades sociais utilizarem em projetos de artesanato com a população, se tornando fonte de geração de renda.


