Os bancos da região amanheceram com cartazes em todas as fachadas com a frase “Estamos em greve” para motivar funcionários a realizarem a paralisação
Jessyca Biazini
Os bancários de 12 agências da região aderiram à greve na manhã de ontem, após rejeitarem a proposta de reajuste salarial de 6,1% da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Caraguatatuba teve a maior adesão com sete agências fechadas, Ubatuba contou com três agências sem atendimento e em São Sebastião e Ilhabela somente a Caixa Econômica Federal participa do movimento.
Os bancos do Litoral Norte amanheceram com cartazes colados em todas as fachadas com a frase “Estamos em greve” para motivar os funcionários das agências a realizarem a paralisação. Porém, em Caraguatatuba, o Itaú próximo à avenida Miguel Varlez manteve o atendimento, enquanto a agência do Centro voltou a funcionar após as 14h junto com o Santander.
Em Ubatuba as duas agências do Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal ficaram fechadas e o Itaú, o Santander e o Bradesco também fizeram paralisação parcial e abriram aos clientes na parte da tarde.
João Oliveira, diretor da sub-sede do Sindicato dos Bancários de São José dos Campos e Região (SEEB), localizada no Centro de Caraguá, acredita que a adesão tende a crescer e que as negociações devem começar somente na próxima semana. “Começamos forte, com o passar dos dias outros bancos vão aderir à greve. Aguardamos o começo de novas negociações. Focamos em Caraguatatuba, mas iremos nos reunir com funcionários de São Sebastião e Ilhabela em breve”, afirma.
De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), a reivindicação é pelo reajuste salarial de 11,93%, aumento na Participação nos Lucros e Resultado (PLR), valorização do piso salarial e melhores condições de trabalho. O foco é a paralisação administrativa dos bancos, os caixas eletrônicos devem funcionar normalmente.
Caso complicado
Em meio à greve muitos clientes acabam prejudicados por não conseguirem realizar algumas transações financeiras. Este é o caso do motorista Walter Jacinto, morador do Itatinga, região central de São Sebastião, que precisava fazer uma transferência de alto valor e não conseguiu atendimento. “Preciso repassar este dinheiro para completar um acordo imobiliário. É justo que os bancários lutem pelos direitos, mas as pessoas não têm culpa”, explica.
Como enfrentar a greve
Mesmo com a paralisação os consumidores precisam pagar as contas dentro do prazo. Para evitar multas e juros pelo atraso, entre em contato com a agência para verificar se está em greve. Em caso positivo, verifique se há outros locais que podem receber os documentos, como casas lotéricas, ou se é possível efetuar o pagamento em caixas eletrônicos, pela internet ou telefone.
Se não tiver opção de pagamento, procure o credor para solicitar outra opção, data ou local de recebimento. Quando o fornecedor não disponibilizar alternativa o cliente pode documentar a tentativa de negociação e registrar a reclamação junto ao Procon.


