Fotos: Luis Gava/PMC – Claudio Gomes/PMC – Lucas Camargo/PMC
As atividades referentes ao Dia Mundial da Conscientização do Autismo, lembrado no dia 2 de abril, encerraram no último sábado (06/04), com uma caminhada promovida pelo grupo de mães de autistas, em parceria com a Prefeitura de Caraguatatuba. O evento reuniu mais de 200 pessoas.
Os participantes usaram durante o trajeto bolas e fitas azuis, a cor simboliza o autismo, pois representa a maior incidência de casos no sexo masculino. Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que os meninos representam 80% do total de crianças.
A caminhada seguiu até a Praça da Cultura, com brincadeiras na cama elástica, música, zumba e pintura no rosto.
A creche Santo Antônio, no bairro Tinga, também realizou caminhada com a participação de 100 pessoas, entre crianças e alunos da escola estadual Dr. Eduardo Correa da Costa.
Roberta Dominato, mãe de Davi, de quatro anos, conta que quando o filho foi diagnosticado com autismo, há três anos, foi bem difícil, mas hoje, usa essa experiência para buscar melhores condições e ajudar outras mães.
“Eu busco procurar todos os direitos e fazer valer minha força e voz e participo de tudo que é ofertado para eles. Espero que, com minhas experiências, outras mães sejam alertadas e busquem o melhor para seus filhos”, acrescentou Roberta.
Durante a semana, diversas atividades foram promovidas aos pais, familiares e profissionais que atuam com autistas. Dentro do cinebus, foi apresentado o trailer “Em um mundo interior”, com uma roda de conversa e debate dos participantes.
A psicóloga do setor de reabilitação do Centro de Especialidades Médicas (CEM), Michele Cardoso, reforçou a importância de se relacionar com as pessoas autistas e principalmente a amá-los e respeitá-los.
Ela também alertou que alimentação, vacina, açúcar, entre outros mitos, não causam e nem curam o autismo. “O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é um fator genético do neurodesenvolvimento que ainda não tem causa e nem cura descoberta. No município, mais de 100 pessoas foram diagnosticas com autismo”, acrescentou a psicóloga.
Outro alerta é para que as pessoas parem de achar que os casos de autismo aumentaram. “O que acontece é que, hoje em dia, os profissionais estão mais capacitados, diagnosticando mais precocemente e a divulgação está mais ampla”, disse Michele.
O tema também foi abordado no Ciapi, com uma palestra ministrada pela coordenadora da Educação Inclusiva da Secretaria de Educação, Juliane Ribeiro. Cerca de 100 pessoas participaram.
A data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2007, com objetivo de derrubar preconceitos e sensibilizar a todos, sobre esse transtorno que afeta cerca de 70 milhões de pessoas no mundo todo.
O TEA envolve atrasos e comprometimentos do desenvolvimento, seja de linguagem, seja no comportamento social. Os sintomas podem ser emocionais, cognitivos, motores ou sensoriais.


