A Defesa Civil de Caraguatatuba acompanha a retirada de terra na parte de cima do morro onde ocorreu um deslizamento no dia 15 de janeiro deste ano. O projeto de estabilização é realizado pela CCL – Cortez Construções e Locações Ltda contratada pelos empreendedores da área onde será feito um loteamento, aprovado anos atrás.
#PraCegoVer: Imagem vista de cima mostra um cordão de pedra próximo a galpões (Foto: Cláudio Gomes/PMC)
A ação consiste na retirada da ‘crista’ do morro, que foi apontada com risco iminente de queda pelo Instituto Geológico (IG) e a Defesa Civil do Estado dias após o escorregamento de terra. A orientação desses órgãos era para só movimentar a terra do morro após o término do período de chuvas que findou em abril.
De acordo com o coordenador municipal da Defesa Civil de Caraguatatuba, capitão Campos Junior, os empreendedores possuem licença de operação emitida pela Cetesb para trabalhar na área, além do Alvará da Prefeitura. A previsão é que essa retirada seja concluída neste sábado (22). “Importante frisar que é um risco existente que será eliminado”, reforça Campos Junior.
#PraCegoVer: Imagem aérea mostra o local onde houve deslizamento de terra (Foto: Cláudio Gomes/PMC)
Como parte das medidas de segurança aos estabelecimentos comerciais que ficam abaixo do morro, foi colocado um cordão de rocha (leiras de pedras e saibro) delimitando o local onde pode cair terra de forma controlada.
Pelo licenciamento da Cetesb, a empresa pode operar no local com pá carregadeira, caminhão caçamba, escavadeira hidráulica, trator de lâmina e retro escavadeira.
Entenda o caso
O deslizamento de terra ocorreu na tarde de uma sexta-feira (15/01) no morro localizado no bairro Cidade Jardim, momento que Caraguatatuba entrou em estado de alerta e assim deveria permanecer até o final do Plano Preventivo da Defesa Civil (PPDC), inicialmente em 31 de março, e postergado para 15 de abril.
Na ocasião, o Instituto Geológico e da Defesa Civil do Estado definiram perímetros onde seriam necessárias interdições total e parcial.
Conforme o relatório, neste período deveria ser feito o monitoramento da evolução dos processos erosivos e feições de instabilidades geotécnicas do talude afetado pelo processo de escorregamento (trincas, movimentação de blocos, degraus de abatimentos; além de atenção especial à evolução das trincas presentes na parte superior do talude na área do platô).
Durante o deslizamento de terra as chuvas acumuladas no município foram de 166 mm em 72 horas, 51 mm em 48 horas e 15 mm em 24 horas. O material atingiu parte do terreno situado aos fundos do comércio da Avenida Ipês. O morro tem cerca de 40 metros de altura diante do deslizamento o material deslocado chegou a cerca de 18 metros de altura e 21 de comprimento, perfazendo cerca de 600 metros cúbicos de terra que atingiu dois caminhões e um trator.


