A Secretaria de Saúde, por meio dos setores de coordenação e articulação de Saúde Mental, da coordenação do Centro de Reabilitação e da coordenação da Saúde da Mulher fez uma ação conjunta com mães de crianças com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), nessa sexta-feira (4), onde foi proporcionado um café da manhã, no Centro de Especialidades Médicas, no bairro Jardim Primavera.
Fotos J.C Curtis
De acordo com Cecília de Oliveira Alves Piauí, coordenadora e articuladora de Saúde Mental, o café da manhã oferecido às mães, para marcar o Dia Mundial de Conscientização do Autismo (2 de abril), foi para esclarecer sobre os atendimentos oferecidos à pessoa autista, realizada pelo município.
Atualmente 1,3 mil crianças e adolescentes até 17 anos e 11 meses são atendidos no Centro de Reabilitação do Centro de Especialidades Médicas. Após completarem 18 anos são encaminhados para o Centro de Atenção Psicossocial – CAPS 2, segundo a coordenadora do Centro de Reabilitação, Cristiane Ribeiro da Silva Marques.
“Agentes comunitários de saúde encaminham bebês e crianças para avaliação na Estratégia de Saúde da família (ESF) e, se necessário, são dirigidos para setor reabilitação, para tratamento, até a idade de 17 anos 11meses e 29 dias. Lá são analisados por equipe multidisciplinar, (assistente social, enfermeiro, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, médico psiquiatra, psicólogo, terapeuta ocupacional, além da exames com avaliação com outro profissionais como otorrinolaringologista e neuropsiquiatra), e recebem tratamento por meio de terapias clínicas e medicamentosas, conforme suas necessidades. Nosso objetivo é melhorar a qualidade de vida dos autistas e seus pais ou responsáveis, ajudando-os no desenvolvimento da autoestima, independência e potencial”, explicou Cecília.
As mães também tiveram a oportunidade de marcar mamografia na rede municipal de saúde com a coordenadora da Saúde da Mulher, Alexandra Freitas de Matos. “Muitas vezes essas mães se esquecem ou não têm tempo de cuidar de si. Essa iniciativa foi para facilitar e incentivar o preventivo para o câncer de mama”, disse.
Viviana Aparecida Pinto, 44 anos, tem quatro filhos autistas, Evelyn, 27 anos, Ellen, 14 anos, e os gêmeos, Helena e Arthur de 5 anos. “Encontrar e conversar sobre as nossas necessidades é muito bom. As mães de pessoas atípicas sentem muita falta de serem escutadas no posto de saúde, pelos médicos e enfermeiras, na escola dos filhos pela diretora e professoras. Só assim podemos proporcionar mais qualidade no tratamento às crianças”, afirmou.
Fotos: JC Curtis


