Alunos dos cursos de Língua Brasileira de Sinais oferecido, gratuitamente, pela Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência e do Idoso (Sepedi) de Caraguatatuba, das turmas Básico, Intermediário e Avançado, receberam sua certificação de conclusão, na segunda-feira (8).
#PraTodosVerem: Turma intermediária do curso de Língua Brasileira de Sinais
O objetivo da Sepedi ao oferecer a capacitação é o de promover a acessibilidade comunicacional por meio da oferta do curso em Libras de qualidade, gratuito à comunidade, como também garantir atendimento qualificado às pessoas surdas e proporcionar um ambiente social, organizacional e comunitário que valoriza e respeite a diversidade de todos os indivíduos.
A secretária da Sepedi, Ivy Malerba, agradeceu aos participantes de todas as turmas pela confiança e empenho no aprendizado da LIBRAS e ao professor Alan Miranda, que tem ampla experiência como intérprete desta língua como instrutor nas cidades do Litoral Norte.
“Esse curso é oferecido com o esforço conjunto de muitas mãos para que todos os interessados possam aprender LIBRAS e se comunicar com a comunidade surda com respeito, empatia e cidadania. Além de ser um curso que abre portas profissionalmente. Continuem seus estudos e pratiquem”, disse Malerba.
O professor agradeceu a confiança da secretária pelo êxito do seu trabalho e também aos alunos e à colaboração e contribuição do deficiente auditivo, Sílvio Aparecido Paulino, nas aulas.
#PraTodosVerem: Turma avançada do curso de Língua Brasileira de Sinais
Mãe de um rapaz de 17 anos, surdo, Simone Alexandra Pereira, 55 anos, terminou a etapa intermediária e, no próximo semestre, vai continuar na turma avançada.
“Sempre achei LIBRAS muito difícil e esperava que algum dia meu filho fosse verbal. Mas, o tempo me mostrou que a forma dele se comunicar é em LIBRAS e, então, decidi aprender. Sou a pessoa que acompanha ele na escola, batalha sempre por um intérprete para ele em sala de aula desde criança e agora ele está no IFSP fazendo um curso técnico e conseguimos que ele tenha o suporte de um tradutor. É muito importante que a LIBRAS seja ensinada nas escolas desde criança para que as pessoas surdas não se sintam excluídas. Quanto mais pessoas souberem LIBRAS, melhor será a convivência social para os surdos” afirmou.
A agente de desenvolvimento infantil, Cleidiane Bomfim Santos, disse que na escola em que trabalha não há crianças surdas. “Sempre tive vontade de aprender e acredito que é um diferencial no meu trabalho. Quando chegar um aluno ou aluna com deficiência auditiva, estarei preparada para lidar com eles da melhor forma”, disse.
A servidora pública, Ana Canuto, que faz atendimento na linha de frente da Sepedi, terminou a etapa avançada do curso. “É muito difícil e ao mesmo tempo gratificante, porque podemos nos comunicar com os surdos que procuram atendimento na Sepedi e ajudá-los no que necessitam. Agora é praticar para pegar a fluência como em qualquer outra língua”, concluiu.


