Motoristas de carros e motocicletas, ciclistas e pedestres participaram de uma dinâmica com agentes de fiscalização de trânsito da Secretaria de Segurança Pública e Mobilidade Urbana e do Detran-SP sobre os pontos cegos dos veículos e os riscos durante ultrapassagens. A demonstração foi realizada na última sexta-feira (25), Dia Nacional do Trânsito, na Praça Dr. Cândido Mota.
A atividade mostrou, na prática, as áreas ao redor do veículo que não podem ser vistas pelo motorista pelos retrovisores. O objetivo foi orientar os participantes sobre os pontos cegos e contribuir para a prevenção de sinistros (acidentes de trânsito). Durante o teste, eles ocupavam o lugar do motorista para verificar o que era possível enxergar e, depois, observavam o veículo do lado de fora para identificar as áreas que não eram visíveis ao condutor.
#PraTodosVerem O motorista e ciclista Wilson Artelino está sentado ao volante da viatura do Detran-SP. Ele olha pelo espelho retrovisor, mas não vê sua própria bicicleta que está parada entre os cones que marcam o ponto cego para o motorista.
Uma viatura do Detran-SP foi usada na demonstração. Ao lado do veículo, foram posicionados três cones em uma área que não podia ser vista pelo motorista pelos retrovisores. Os cones, cercados por fitas zebradas, simulavam a presença de uma motocicleta ou bicicleta no ponto cego.
Os participantes ocuparam o banco do motorista e foram orientados a procurar os cones pelos retrovisores externos. Nenhum deles conseguiu visualizá-los inicialmente.
O coordenador regional do Detran-SP, Thiago Araújo Costa, orientava, então, que o participante se deslocasse um pouco para a frente no banco e inclinasse a cabeça em direção à janela, mantendo a atenção nos retrovisores. “O segredo é este: não perder de vista o que está acontecendo na frente do carro e, ao mesmo tempo, dar essa inclinada para frente e depois em direção ao espelho de fora para ver se há moto ou bicicleta ultrapassando”, explicou Costa.
Para pedestres e ciclistas que passam ao lado do carro, a orientação do coordenador é olhar para o retrovisor externo próximo à porta dianteira e verificar se é possível visualizar o rosto do motorista. “Se você enxerga o rosto do motorista no espelho na hora de ultrapassar, ele está vendo você. Caso contrário, você está no ponto cego dele”, disse Costa.
Maria Aparecida Felismino, 68, foi uma das pessoas que parou para fazer o teste. “Não sabia como funcionava essa questão do ponto cego, achei super legal aprender e prestar mais atenção no trânsito”, declarou.
O motorista e ciclista Wilson Artelino, 70 anos, também participou da dinâmica. Como estava de bicicleta, ela foi posicionada na área correspondente ao ponto cego. Em seguida, Wilson ocupou o lugar do motorista na viatura e não conseguiu enxergar a própria bicicleta. “Ando muito de bicicleta e já sabia desses pontos cegos, por isso tomo muito cuidado se estou de bicicleta e também quando estou dirigindo meu carro para não me envolver em acidentes”, afirmou.
Condutora há mais de 40 anos, Cristina Barsoti, 70 anos, também participou da demonstração e disse que a experiência foi muito boa. “Nunca me envolvi em acidentes, mas não sabia ao certo onde estão os pontos cegos nem que essa chegadinha para frente e para o lado soluciona o problema”, contou.
Estiveram presentes na dinâmica o secretário municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, Coronel PM André Luiz Paes, a diretora de Trânsito Karina Jerônimo, o diretor administrativo Felipe de Oliveira e a agente do Detran-SP Karina Zanetin.
Fotos: Luís Gava/PMC


